Qual a diferença entre removedor de esmaltes e acetona?

Qual a diferença entre removedor de esmaltes e acetona? Confira qual o produto mais indicado para remover esmalte das unhas sem danificá-las!

O Brasil representa o quarto maior mercado de cuidados pessoais e de beleza do mundo, de acordo com o relatório de 2019 da Euromonitor International, perdendo apenas para Estados Unidos, China e Japão.

Isso mostra o quanto o brasileiro investe em perfumaria e nos cuidados com os cabelos, a pele e as unhas. E se tratando dessas últimas, há uma variedade de esmaltes, bases e outros produtos para fortalecer as unhas. Sem esquecer, é claro, da acetona e do removedor de esmaltes.

Mas, afinal de contas, qual a diferença entre esses dois produtos? Para sanar essa e outras dúvidas, vamos explicar um pouco mais sobre acetona e removedor, revelando os benefícios de cada um.

Qual a diferença entre removedor de esmaltes e acetona?

A princípio, a maior diferença entre removedor de esmaltes e acetona é a sua composição. Enquanto o primeiro é um tipo de solvente forte usado para a remoção de tintas, vernizes e, é claro, esmaltes, o removedor é um item específico para a limpeza das unhas, tendo uma quantidade mínima de acetona em sua composição.

Por ser um produto inflamável, a legislação brasileira só permite a venda de acetona para maiores de 18 anos, sendo vetada para crianças e adolescentes. Em viagens de avião, por exemplo, é proibido carregar um frasco de acetona na bagagem.

O removedor, por sua vez, não tem restrições quanto à compra e ao uso, sendo indicado até mesmo para quem tem unhas artificiais. Sua composição, geralmente, leva óleos, vitaminas e ingredientes que ajudam na hidratação da pele da cutícula e das próprias unhas.

Prós e contras da acetona

Um dos maiores benefícios da acetona é a remoção facilitada do esmalte nas unhas. É por isso que ela acaba sendo mais usada pelas manicures, já que facilita a limpeza e torna o trabalho mais prático, além de ser um produto mais barato.

A aparência esbranquiçada após o uso da acetona é algo normal porque alguns componentes da sua fórmula provocam um certo ressecamento das unhas. Isso pode ser resolvido com o uso de base fortalecedora, além do uso de hidratantes para as mãos.

Sendo assim, o uso da acetona é contraindicado para quem está com as unhas enfraquecidas e também para quem usa unhas artificiais, como as de gel ou de fibra (que podem ficar danificadas mais facilmente).

Prós e contras do removedor de esmaltes

Em se tratando de benefícios, o removedor acaba ganhando da acetona, principalmente em razão da sua fórmula menos agressiva às unhas.  A presença de óleos em sua composição é outro fator positivo, pois ajuda a manter tanto as unhas quanto a pele dos dedos e as cutículas devidamente hidratadas.

Por outro lado, a textura levemente oleosa pode desagradar algumas pessoas e a remoção do esmalte não é tão rápida quanto a da acetona. Neste último caso, a dica é deixar o algodão molhado com removedor por alguns segundos e só depois limpar — isso facilita a remoção sem que você precise esfregar muito.

A maioria dos removedores é hipoalergênico, isto é, as chances de se ter alergia após seu uso são mínimas. O mesmo vale para o cheiro que, ao contrário do da acetona, costuma ser agradável e, por vezes, levemente perfumado.

Dica extra

Independentemente da escolha entre acetona ou removedor, uma dica para deixar a esmaltação melhor e as unhas mais saudáveis é sempre usar uma base antes de aplicar o esmalte, pois ela ajuda a protegê-las.

Se perceber alterações de coloração, textura ou formato das unhas, procure o quanto antes um dermatologista. Fungos e micoses podem causar essas mudanças, assim como a falta de algumas vitaminas e, por isso mesmo, precisam de uma avaliação médica para se adotar o melhor tratamento.